hoje eu lembrei do tempo que não passava, algo me fez lembrar daquela inocência patética, aveludada, de quando namorava, estudava japones, sabia cozinhar, sonhava em casamento, andava em circulos entre muitas casas de mesma cor, usava roupas estranhas e tinha pavor de ficar sozinha, era mimada mas alimentada por uma farsa substituta. crua e insatisfeita, apesar de ter o sol na janela lembrei tambem das crises, das ausências, das falhas cruéis, lembrei de uma raiva incontida e uma vontade de me atirar no caminhão, me estatelar em pedacinhos na avenida daquela cidade injusta e da inexatidão e corvardia de quem só amou por obrigação,de um lado pro outro eu sentia amores nulos, mas o que adianta... já passou, agora eu vivo distante de tudo no meu mundo, normalmente eu tenho lembranças mais bonitas como quando eu parecia viver num aquario, e tinha o cabelo vermelho e de como o ar e céu eram mais puros, a comida era muito melhor, o calor, o dia se pondo, o cheiro de terra , e eu falando sozinha com o mato na rede da varanda mas isso era quando eu comia gliter com formigas e suco de uva e só fazia pinturas na escola.

perca o controle, pra se encontrar...




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